quarta-feira, 28 de maio de 2008

Palavras da Madrinha

Ontem participei de um trabalho espiritual, oportunidade grande e auspiciosa de prestar atenção nos ensinos da Madrinha Conceição, que visitou a Igreja.
Ela encantou e tocou o coração de todos, pela sensibilidade, conhecimento e amor com que repassou ensinamentos sobre o poder de cura do perdão, sobre o amor universal de Deus sobre todas as criaturas sobre toda a natureza sobre todos os homens, disse que quando nos sentirmos tocados pelo amor divino, poderemos compreender e ter o mesmo amor pleno também.
Quando falou do perdão, ela enfatizou o grande poder de cura e de ampliação de nossas qualidades divinas que é trazido pelo perdão, perdoar de verdade de modo que não sobre a menor mágoa, o menor ressentimento, por mais insignificante que seja, este perdão assim, pleno, abre nosso coração para receber luz e graças.
Em outro momento a Madrinha falou sobre as almas, sobre nossa natureza espiritual, e sobre a oportunidade de nos aprimorar aqui na Terra, na matéria, na carne, é aqui que podemos nos elevar, nos santificar, elevar nosso espírito para após desencarnar estar perto de Deus, da harmonia e paz celestiais. Ela falou que após desencarnar não se muda não, quem é orgulhoso continua orgulhoso, quem é rancoroso continua rancoroso, assim vai... lembro aqui que o Padrinho Wilton me disse a mesma coisa, que a vibração que temos aqui na matéria, levamos para o astral, se vivemos em harmonia e amor, levamos harmonia e amor.
Finalizando, Madrinha Conceição pediu ao padrinho Wilton que abrisse ao acaso um livro e leu para nós sobre uma passagem que explicava sobre a tendência masculina à razão e tendência feminina à sensibilidade, como tendências naturais e corretas, para que homem e mulher compartilhem estas virtudes, crescendo ambos em razão e sensibilidade, para melhor compreensão e enfrentamento dos desafios da vida.
Madrinha ainda pediu que rezemos pelas almas sofredoras e pelas almas de nossos parentes e conhecidos falecidos, e deu outros ensinos além destes ajudando a dissipar as névoas, clareando nosso entendimento e curando nossos corpos. Obrigado Madrinha Conceição pela visita.

sábado, 3 de maio de 2008

Pláteia de si mesmo

Tem um cara chamado Erving Goffman, sociólogo escreveu um livro chamado " A representação do eu na vida cotidiana", aprendi isso em umas aulas de antropologia, lá no campus do vale da UFGRS, o professor explicava-nos que o Goffman propõe que as pessoas representam papéis na vida cotidiana em busca de reconhecimento e aprovação, que agimos como atores para um platéia, em busca de reconhecimento, seja no trabalho, na família, na escola... após animada discussão alguém perguntou ao professor, como seria quando a pessoa está sozinha em casa? platéia de quem, se não há neste caso, outros a nos observar?
Neste caso, somos platéia de nós mesmos... ! Platéia de si mesmo, atuando para vc mesmo...
Fiquei a pensar, mais tarde lembrei cenas de minha infância onde me vi como platéia de eu mesmo.
Tardes chuvosas em que havia chegado em casa com uma roupa nova, uma calça maneira que na adolescência nos faz muito bem usar, perante nossas platéias e perante nós mesmos. Lembro bem do imaginário, de estar desfilando e caminhando dentro da casa, e sentindo-me bonito por estar de calça nova.
Pois então, moro em apartamento e a vizinha de cima, gosta de caminhar de sapatos de salto... tac, tac, tac, tac.. um saco.. fui lá falar com ela e a mulher me atendeu toda arrumadinha, com seu sapato de salto.. mora só ela e o filho de uns 10 anos... pensei.. platéia de si mesma... !!